4º ENCONTRINHO

Agosto 17, 2008 by tatirodrigues

Ivi e Fê

Como a tríade postou aqui, este encontrinho foi uma reunião de amigas. Sem pauta, sem tema e sem nada previamente preparado, cada uma falou, perguntou e deu dicas sobre o que acreditou ser relevante. Depois do desjejum cada uma iniciou papinho descontraído com a amiga ao lado ou a amiga da frente, enquanto outras se agregaram em mesinhas redondas de determinado assunto até todas, juntas, se interaram no mesmo bate-papo…

Teve desde o anúncio oficial da gravidez da Cris (linda!) até a fatídica questão: arrancar 1 cabelo branco faz crescer 3/5 ou 7 (depende da localidade da crendice) no lugar?

Maria Prata (sim, ela também foi, e levou junto sua PraTV - espera que já já o Encontrinho sobe em movimento no Prataporter) foi a primeira a dar o tom informal da conversa, lançando a comparação: “Fê, você está assitindo às Olimpíadas”? Fê: “Tô, por quê”? MP: “Porque você lembra muito a Jade Barbosa…” Todo mundo: “Lembra mesmo”, e por aí foi.

E aí, lembra?

Alguns cafés, muffins e sucos de laranja depois, a conversa viajou até o Sacolão de Estilo e a idéia de um sacolão de maquiagem foi lançada e acatada  -alguém se encoraja a disponibilizar um curvex Shu Uemura?  (falando em Sacolão, Fê e Cris confessaram que desistiram de pagar de vendedoras porque se esquecem das vendas e acabam fazendo o que melhor sabem: prestar consultoria pras clientas em vez de vender. Menos mal que Renata Bastos, como informou Fê, chegou pra (ficar) resolver o problema e resguardar o business).

Ainda no assunto vendedores, outra questão foi abordada: levanta a mão quem não passou pela (exaustiva) experiência de pedir um jeans e receber uma blusinha, um casaquinho e, quem sabe, um cinto pra combinar? Ou então quem já não tentou ser convencida a comprar alguma peça de roupa com o texto: “Leva, tá usando muito!” Chato né. Maria Prata, miss Silver em toda sua fineza e sabedoria de editora de Vogue, quando se vê numa dessas, logo solta: “Tô sabendo”! (…quem não tá sabendo são os vendedores…), e com isso introduz, novamente, um outro contexto:

- As dicas -

Vânia Goy, amiga-leitora-blogueira à frente do Comme il Faut e perfumista de plantão, confidenciou que na Tabatinguera, logo do lado da Catedral da Sé, existem várias lojinhas com óleos e essências incríveis pra quem quiser deixar tudo mais perfumado. Tem vidrinhos de perfume tipo antigo (aqueles com rolhinha em cima) por R$ 1,00 e, bafo!, todos os ingredientes necessários à produção de um ‘cheirinho’ de lavanda que era fabricado pela L’occitane, mas que não existe mais (para aquelas que não conseguiram desapegar). Vânia chegou a produzir 30 deles por um total de R$ 50,00 (presente-delícia para suas amigas sortudas).

Outra leitora-amiga, Maria Ester, louca por sapatos e antes perdida em meio aos seus, também deixou sua dica. Diz que na Ladeira Porto Geral é possível confeccionar caixas personalizadas (destino final de seus queridos pares de sapatos, agora elegantemente distribuídos nas tais personalizadas caixas, todos com suas respectivas fotinhos), atitude de organização bastante eficiente para aquelas que desejam ganhar algum tempinho na montagem dos looks diários, justamente por evitar o abre-fecha de caixas para saber o quê está dentro de qual (sugestão bem boa para quem sempre se atrasa por causa da montação - eu, por exemplo).

Vânia e Maria Ester

Última da seção dicas, Cris, Constance (do Bem Casadas), Vânia e eu trocamos figurinhas e experiências sobre óculos antigos e concluímos, com autenticidade de fãs, que a feirinha do Bixiga é uma boa pedida pra quem quiser aparecer por aí belíssima num legítimo óculos vintage (tem uns Saint Laurents da década de 70 incríveis!). Pra conferir, a feira acontece todos os domingos na pracinha em frente ao Glória, na 13 de maio.

Constance e Cris

Por fim, chocolate gelado, queijo branco+pão com nozes e conversês mais, a comentarista-mór de blogs, Thais F., junto com Ivi, fotógrafa oficial de Encontrinhos, neo-lôra e Dra. Vodca Barata, lançou sua idéia para o local do próximo encontro-blogueiro da tríade: no Morumbi, na fila para o show de Madona (Majestady, segundo Ivi), com direito a barraquinhas e novas amizades de filas de show, tudo no maior estilo rock n’ roll woodstock vintage, com cadeira assegurada pra futura mamãe Cris, obviamente.

Ivi

E assim, em clima de conversa, brincadeira e chá com bolachas, o Encontrinho mais low-profile até agora aconteceu, com as amigas saindo de lá com a sensação de que pertencemos, todas, a um mesmo e feminino lugar.

Até o próximo!

SEXTAS EM REVISTA - LISPECTORIANAS

Agosto 15, 2008 by tatirodrigues

” - APARÊNCIA: TUDO TEM JEITO -”

Você é ‘moralmente’ tão antiquada a ponto de considerar vaidade feminina uma frivolidade? Você já devia saber que as mulheres querem se sentir bonitas para se sentir amadas. E querer sentir-se amada não é frivolidade.

Se você pensa que ‘nasceu’ assim, e não tem jeito, fique certa de que está é desistindo de alguma coisa muito importante: de sua própria capacidade de atrair. Quer saber de uma coisa? Obesidade tem jeito. Cabelos sem vida têm jeito. Rosto sem graça tem jeito. Tudo tem jeito.

O remédio? O remédio é não ser uma desanimada triste. E o outro remédio é ter como objetivo seu um ‘você mesma’ mais atraente - e não o de atingir um tipo de beleza que nunca poderia ser o seu.”

Clarice como Ilka Soares para o Diário da Noite, 10 de fevereiro de 1961

Este é o primeiro texto do livro “Só para Mulheres” (que inspirou esta coluna), talvez por ser o conselho primeiro de Clarice às suas leitoras - a introdução à própria identidade. Sim, porque ser ‘você mesma’ requer tempo de costume e, sobretudo, coragem, pois é infinitamente mais cômodo e seguro tentar se parecer com aquela atriz (ou modelo, ou cantora, ou celebridade de qualquer categoria) cujo estilo e aparência já foram aceitos e consagrados socialmente do que encarar a individulidade de parecer somente consigo própria.

Diante disso resta a pergunta: já pensou que ser única e diferente custa somente ser quem você sempre foi?

A busca pelo estilo ideal não está nas telas de cinema ou nas capas de revista - está no espelho. E no avesso deste.

Não copie, se deixe copiar.

O REINADO DE REINALDO

Agosto 14, 2008 by tatirodrigues

as bonecas de Reinaldo em porcelanas Sèvres, Limoges e russa, aspirações do estilista para seu verão 2009

A moda tem por uma de suas funções o questionamento social. Como bem disse Yamamoto, poucas manifestações artísticas podem, como ela, influenciar tão diretamente as pessoas. Por ser a vestimenta indispensável, quando cumprida inconsequentemente só assume-se como mais uma obrigação imposta pela sociedade ao indivíduo. Já quando explorada e degustada ao seu máximo, em vez de aprisionar, reforça a autenticidade e a personalidade dos que dela se vestem.

Tanto a obsessão quanto a negligência podem transformar a moda em uma prisão ao corpo e à psique. Ser vítima dela ou simplesmente ignorar sua existência são formas de amarras às quais podemos nos atrelar - e nos perder, essencialmente.

E quando a essência se esvai de um ser humano ele se descaracteriza enquanto um. E se engessa. Seus movimentos, bem como sua existência, viram mecânicos e sua diferenciação para com uma boneca de porcelana é praticamente nula.

Aí, neste ponto, entra Reinaldo. E entra a moda que questiona. E entra a habilidade do estilista em questionar argumentando com a beleza, quase nos fazendo esquecer o porquê de tudo aquilo.

E se a manifestação em moda tem por finalidade a exteriorização da personalidade humana através da beleza e o questionamento social, alguém que faz de tudo isso uma coisa só e desfila em uníssono deve, no mínimo, ser considerado um GRANDE profissional, além de um grande antropólogo, um grande filósofo, um grande artista, um grande anarquista, um grande criador…

Às bonecas de Reinaldo um reinado estático, em estantes.

Às Mulheres de Lorenço a beleza dos movimentos. Exuberantes.

A PRIMEIRA CRÍTICA A GENTE NÃO ESQUECE

Agosto 13, 2008 by tatirodrigues

Oi gente.

Este Avesso anda se demorando além de seu habitual na freqüência de postagens, mas não é por desencano não. Trabalhar no FilmeFashion, desenhar coleções freela e fazer (com dedicação) o curso da Chiara Gadaleta na Escola São Paulo realmente absorvem grande (muito grande!) parte de meu tempo.

Mas a vantagem (e sempre tem uma) é que se não consigo publicar aqui, é bem provável que consiga fazê-lo no querido FF. Como agora, com o desfile da Jogê - corre que é minha primeira crítica publicada (que não por aqui) de um desfile de modaS.

Eu adorei! E vcs?

TOPS EM CENA DE ESTRELAS DE CINEMA (2)

Agosto 11, 2008 by tatirodrigues

Eu já comentei no FilmeFashion que algumas tops estão dando close de estrelas de cinema para as novas campanhas das grande labels.

Kate Moss (para Donna Karan) e Brigitte Bardot

Linda Evangelista (para Prada) e Audrey Hepburn

Claudia Schiffer (para Chanel) e Isabella Rossellini

Mas, ao que tudo indica, ventos holywwodianos também estão soprando para eles: Justin Timberlake está ou não está em pose digna de Mr. James Dean para a nova campanha de Givenchy?

Eu acho.

E também acho belos os dois. :-)

SEXTAS EM REVISTA - LISPECTORIANAS

Agosto 8, 2008 by tatirodrigues

- QUEM É QUE VOCÊ DEVE IMITAR ? -

” A questão toda está aí: você deve imitar você mesma. O que quer dizer: seu trabalho é o de descobrir no próprio rosto a mulher que você seria se fosse mais atraente, mais pessoal, mais inconfundível. Quando você ‘cria’ seu rosto, tendo como base você mesma, sua alegria é de descoberta de desabrochamento”.

(Clarice como Ilka Soares para o Diário da Noite)

o vestido quando sem rosto é a alma quando sem gosto;

e o rosto em si despido é um estilo de si vestido.

Em diálogo com as Lispectorianas da semana passada, a autênticidade é a melhor das fashionistas e nunca sai de moda. A busca por si mesma é a melhor amiga da beleza e do encontro com o estilo próprio e este, quando descoberto, é manifestação de alma e rosto desabrochados.

Olhar no espelho e ver a si mesma reflete-se também em olhar o guarda-roupa e ter a si mesma - e não as tendências em voga. Porque estas, só por serem moda, têm prazo de validade curto e determinado, enquanto você e tudo que lhe é íntimo e pessoal são o que há de mais verdadeiro e atemporal.

O se vestir implica no se descobrir.

“NADA SE CRIA…”

Agosto 6, 2008 by tatirodrigues

“Those who do not want to imitate anything, produce nothing”.

(Salvador Dali)

Lábios e  Sofá-lábios de Mae West, por Dali

DA SAUDADE E DE UM EMAIL DE FIM DE EXPEDIENTE

Agosto 5, 2008 by tatirodrigues

E Lethicia escreveu: “Talvez porque eu sei que quando escrevo parece que as coisas que eu estava pensando vão embora…”

E eu respondi: Acabei de descobrir porque gosto tanto de escrever. Porque quando escrevo as coisas saem de mim e vão para o mundo, e parece que a responsabilidade é dividida. O peso diminui e a esperança aumenta, mesmo que seja uma esperança de não sei o quê.

Outra coisa: “Preciso parar de ser preguiçosa, virar ativa, e não ter saudade das coisas…” Taí outra coisa você disse que eu não tinha prestado atenção. Será a saudade uma forma de preguiça? Será a saudade uma vontade de se ter o que já passou ou o que não se tem porque temos preguiça de ter e fazer acontecer o que nos é de fato e real?

Nossa, você tá filosófica hoje Le. E me fez parar. E pensar.

Adoro isso.

E também estava com saudade de nossas conversas. Mas só porque não estávamos conversando, pois agora que estamos não preciso mais senti-la simplesmente porque o objeto da minha saudade está sendo real, está acontecendo. Estou agindo.

É, inegavelmente sua percepção tem muito de verdade. Mas e quando o objeto da saudade não nos é mais atingível? O que fazer? - agir e gostar de muitas outras coisas para não ter saudade do que se gostou e já passou pode ser uma boa solução, como você mesma pontuou.

E quando a saudade é do que não se sabe, neste caso, é necessidade de se fazer algo, mas não saber ao certo o quê.

Também amo você e amo nossos diálogos sobre nada, sobre tudo, sobre ser feliz e sobre onde o pi acaba.

diálogos sobre o tudo e o nada via celular

SEXTAS EM REVISTA - LISPECTORIANAS

Agosto 1, 2008 by tatirodrigues

- BELEZA EM SÉRIE -

“Existe uma triste tendência, agravada nos últimos anos, para estandartizar a beleza e os tipos femininos. Influenciada pelo cinema, a mocinha escolhe uma artista de bastante renome e passa a ser o seu carbono. Imita-lhe o penteado, a maquiagem, o riso, os gestos, as modas, às vezes até o tom de voz. Houve a fase das Marylin Monroe, das Lolobrigidas, das Sofia Loren. A febre agora ainda é das BB, intercaladas aqui e ali por pequenos estágios em Debra Paget, Marisa Allasio e Píer Angeli. Garotas bonitas, que poderiam ser lindas no seu tipo próprio, mascaram-se de caricaturas francesas, italianas e até suecas famosas. Belezas em série, belezas de catálogo, numeradas, como se adquiridas por encomenda postal. Despersonalizadas, essas pobres imitações jamais conseguem sucesso, pois o que fez a fama daquelas estrelas não foi o cabelo penteado dessa maneira, nem foi o sorriso dengoso de dedinho na boca, nem foi aquele olhar cheio de convites. Foi a personalidade, o talento, a graça, e estas nenhum cabeleireiro, nenhum maquiador, nenhum trejeito, estudado diante do espelho, lhes darão.

Sejam vocês mesmas! Estudem cuidadosamente o que há de positivo ou negativo na sua pessoa e tirem partido disso. A mulher inteligente tira partido até dos pontos negativos. Uma boca demasiadamente rasgada, uns olhos pequenos, um nariz não muito correto podem servir para marcar o seu tipo e torná-lo mais atraente. Desde que seja seu mesmo.

Os homens não gostam das mulheres em série. Se gostam daquelas estrelas é porque as acharam diferentes. Vocês, imitando-as, apenas serão consideradas ridículas.

Por favor, meninas, sejam vocês mesmas!”

(Clarice como Helen Palmer, 1º de abril de 1960 para o Correio da Manhã)

Rápido direto e certeiro é este texto da musa. Sem entrelinhas nem entremeios, Clarice diagnostica uma fase da juventude que se não observada pode resultar em mulheres inseguras e não-senhoras de seu domínio – o desejo de ser e ter aquilo que não se é ou não se tem.

Sabe aquela velha máxima:”blábláblá… quem tem cabelo liso quer enrolar e quem tem cabelo enrolado quer alisar”? Pois então, na verdade este dito só reflete uma não-aceitação de si próprio pautada única e exclusivamente em convenções e IMPOSIÇÕES sociais. Sim, porque é a sociedade, exaltando os milhares de benefícios de se ter um cabelo liso que vai induzí-la a se acabar em escovas progressivas, de chocolate, de porcelana, de barro cozido pelas mãos virginais das índias da polinésia e sei lá mais o quê, fazendo com que de repente você também acredite que o liso é muito melhor que o enrolado e por isso, se você própria não for uma lisa, não será bem recebida e bem-vista pelos olhos sociais.

Tá, eu sei que a moda é uma delícia e absolutamente tentadora. Eu própria vivo e sobrevivo dela, mas tudo tem sua hora e seu lugar, e, mais importante, tudo tem o seu limite. Esta mesma sociedade que lhe cobra cabelos lisos também aceita que uma criança morra de fome, no mundo, a cada três segundos ao mesmo tempo em que aceita uma só pessoa ganhar o equivalente para alimentar uma África inteira por bons anos durante este mesmo intervalo de tempo – três segundos. É este o parâmetro que desejamos para questionarmos e redefinirmos nosso verdadeiro ‘eu’?! Humn, sei não, esta barca me parece naufrágio certeiro.

Portanto queridos leitores: vivam a beleza e vivam a diversidade!!!!! Que todo mundo quer ser bonito, quer ser admirado e quer ser amado, isto é inquestionável, mas devemos desejar ser amados a admirados por quem somos realmente, e não por quem parecemos ser assim que saímos de um salão de beleza ou de um banho de shopping (ou um banho de brechó, no meu caso).

Belezas em série, belezas de catálogo, numeradas, como se adquiridas por encomenda postal. Despersonalizadas, essas pobres imitações jamais conseguem sucesso, pois o que fez a fama daquelas estrelas não foi o cabelo penteado dessa maneira, nem foi o sorriso dengoso de dedinho na boca, nem foi aquele olhar cheio de convites. Foi a personalidade, o talento, a graça, e estas nenhum cabeleireiro, nenhum maquiador, nenhum trejeito, estudado diante do espelho, lhes darão.”

Um batom, uma roupa ou uma escova podem facilmente ser comprados; já o sorriso nos lábios por um reconhecimento profissional pautado em seu talento e seu suor, ou aquele brilho no olhar de quem ao seu lado acaba de acordar, mesmo estando você descabelada e desarrumada, ah, mesmo não sendo propaganda da Mastercard devo repetir: isso não tem preço.

Descatalogue-se e faça a diferença!

And enjoy yourself!

AO VIVO NO FILMEFASHION

Julho 31, 2008 by tatirodrigues

Gente, tô ao vivo no FilmeFashion!

Corre lá que tá rolando Garden Girls+Show do Brinde, com muuuuitos gifts bacanas (tem até relógio da Swatch de R$ 850,00 na loja!).

O programa entra às 21!